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NossaMúsica #2 – Músicas que gostamos mas temos vergonha de admitir!

NossaMúsica #2 – Músicas que gostamos mas temos vergonha de admitir!

Ah, a nostalgia!

Só de começar a escrever esse tema já consigo sentir aquele cheirinho de naftalina no ar, e muito provavelmente nesse exato momento você está confuso se perguntando: “O que isso tem de nostálgico moleque trouxa?

Calma que eu vou explicar, o motivo é simples, esse tema é referente ao segundo NossoCast que eu participei, o NossoCast 7 juntamente com o Armando, Renato e a Marcella. Caso você queira ouvir esse clássico da podosfera tupiniquim basta clicar aqui.

Quando eu resolvi escrever esse texto eu ouvi o NossoCast 7 novamente para efeitos de comparação, já que fazem mais de 3 anos que ele foi gravado (O NossoCast 7 foi publicado em maio de 2012) e pude perceber algumas coisas. A primeira delas foi à evolução (ou regressão, fica a seu criterio definir) do meu próprio pensamento de vergonha alheia, pois naquela situação as duas músicas que deixei como exemplo de músicas que eu gostava, mas tinha vergonha de admitir eram: Decode da Paramore e Oração da Banda Mais Bonita da Cidade. E por mais que eu ainda concorde com os motivos listados lá para não admitir gostar delas, hoje elas são apenas músicas comuns, porque sinceramente eu não tenho a menor vergonha delas, principalmente a música da Paramore que tem vários trabalhos legais e é uma das bandas que mais tenho ouvido nos últimos tempos.

Outra coisa que eu percebi é que todo mundo tem aquela música que ouve secretamente mas não assume nem para a própria sombra, aquela que nem você consegue explicar o porquê gosta, e independente da fase da vida elas sempre existirão!

Muitos fatores estão envolvidos nesse processo de gostar de algo ruim, as vezes modas do tempo, trilhas sonoras de algo que curtimos, pouca idade, e por aí vai. Até mesmo a definição de ruim é complexa, porque muitas músicas que são ruins para mim, são obras de arte para outros, e as coisas ruins se fazem necessárias (ao menos para mim, claro), porque para existirem as coisas boas, precisam existir também as coisas ruins para traçar aquele paralelo a efeitos de comparação. O que nos resta é ter senso critico de separar o que é bom e o que é ruim, e o mais importante: curtir o som!

Como já é costume aqui, eu fiz um “Top 3” para exemplificar o tema levando em conta o meu próprio gosto (ou mal gosto no caso, fica a seu critério definir novamente), e para a escolha das músicas eu usei o seguinte critério: músicas que estão no meu telefone e que eu não ouviria se tivesse alguém próximo no momento.

Obs.: Esse texto foi escrito no tempo que essa coluna era apenas uma ideia, talvez essas músicas não estejam mais no meu celular hoje, mas, em Fevereiro desse ano estavam, mesmo assim se tocar por aí eu vou saber cantar um pedaço, então a vergonha ainda existe dentro de mim.

Sério, essas próximas três músicas já estiveram no meu celular, não é piada…

Só Mais Uma Vez – B5

Essa música foi trilha sonora de Malhação alguns anos atrás e tocava muito na MTV quando eu estava no auge dos meus 11 anos, e essa banda já tinha uma outra música que tinha tocado relativamente bem no inicio dos anos 2000 chamada Matemática que eu particularmente não curtia muito (e acho que ninguém curtia aquilo), mas essa até hoje está na lista de músicas que eu sei cantar do inicio ao fim, e eu peço perdão pelo vacilo…

Bye Bye Bye – N Sync

Quando eu escolhi essa música eu estava em dúvida se realmente escolheria ela ou Wannabe das Spice Girls já que as duas estavam no meu celular (me julguem!), mas eu não tenho tanta vergonha assim de ter uma música das Spice Girls entre as favoritas, afinal de contas, logo quando as conheci eram são cinco belas garotas cantando uma música bem chiclete, e no inicio dos anos 2000 quando a febre das Boybands/Girlbands estourou eu era apenas um garotinho juvenil criado a leite com pêra, porém, curtir N Sync? Com um clipe onde os integrantes estão em um cenário de teatro de marionetes, amarrados, e se passando pelas tais marionetes? Meio complicado se defender nessa situação…

Porque Homem Não Chora – Pablo

Sabe aquela historia que quando ouvimos uma música ruim ela gruda na cabeça e nunca mais sai? Então…

Muito antes desta música “estourar” no país inteiro, ela já tocava muito aqui em Alagoas (e acho que no nordeste inteiro de uma forma geral), e a cada 20 minutos aqui onde eu moro passava algum carro com o som extremamente alto tocando ela (bom senso não se vende no mercado), na primeira vez eu fiquei estressado pelo barulho mas ri no final, na segunda eu já estava cantarolando, na terceira eu estava com uma garrafa de cachaça na mão, chorando e perguntando por que ela tinha me deixado.

Ou seja amiguinhos, após esses três exemplos musicais podemos concluir que: O fundo do poço tem porão!

Agora eu quero saber: quais são as músicas que vocês ouvem, mas tem vergonha de admitir? Abram seus corações!

Eu me diverti muito escrevendo esse texto (espero que vocês também), e com certeza terá uma segunda parte, a minha vergonha alheia não para por aqui!

O que achou do texto?

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Obrigado a todos pela leitura e até a semana que vem!

Sobre Arnon Rodrigo

Estudante do curso de ciência da computação pela UFAL, músico de qualidade duvidosa, apreciador dos esportes americanos, sommelier de vodka barata, quase jogador de futebol, e um completo idiota!
  • Gabriela Ferraz

    Excelente texto, Arnon 😉

    • Arnon Rodrigo

      Obrigado Gabi 🙂

  • Gabriela Ferraz

    Esse alagoano de exatas, vemk dançar o arrocha e acaba logo com isso

    • Arnon Rodrigo

      Depois do arrocha saudar o Deus Sol e fazer umas miçanga e pá! hahahaha’

      • Gabriela Ferraz

        Vender tudo na praia e fazer dreads com os migos de filosofia, depois ir para os protestos filosofar

  • Gabriela Ferraz

    Tenho vergonha de dizer que meio curto The Strokes porque já é uma banda flopada e geral julga como “modinha”

    • Arnon Rodrigo

      Eu falei que gosto de Pablo da Sofrência, perto dele o Strokes é praticamente um Beatles, quiçá um molejão… tem que descer mais na vergonha alheia aí! hahahahaha’

  • Diego Costa

    Não sinto bem vergonha, mas admitir em público que gosto de Britney Spears é meio tenso.

    • Armando Galleni

      GAYYYYYYYYY

      • Diego Costa

        Ooops I did it again! I played with your heart.. but lost the game

    • Arnon Rodrigo

      Britnéia é tenso de admitir, mas tem umas aí que se tocar eu reconheço e até bato o pé! E sim é…

      • Diego Costa

        Tem umas tipo Toxic que eu cantarolo felizao

  • Armando Galleni
    • Diego Costa

      E eu sou gay????

    • Arnon Rodrigo

      Porra, eu gosto muito de Fresno! Acho bem legal o som que eles fazem (principalmente no ultimo EP, Eu Sou A Maré Viva), mas essa fase admitir naquele tempo que curtia Fresno era assinar um documento autorizando ser chamado de emo! hahahah’

  • Patricia Giovanetti

    Caramba, taí uma coisa que eu nunca tive: vergonha de gostar de um tipo de música. Como eu fui criada no meio bem eclético onde, meu pai, por ser músico da banda da polícia do exército, escutava vinis instrumentais, minha mãe e seus clássicos Agnaldo Timóteo, Angela Maria, Roberto Leal (e muitos outros) e meus irmãos adolescentes curtindo aquela vibe foda dos anos 80; aprendi a ouvir de tudo desde cedo. Hoje eu posso dizer que meu estilo musical tende pro Rock, mas gosto de várias coisas.

    Mas pra não deixar a lista em branco, vou colocar umas que, quando eu digo que gosto, as pessoas arregalam o olho e dizem “você gosta disso???”.

    1- Raça Negra: isso é uma coisa que deixa as pessoas intrigadas. “Como é que você que ouve Pink Floyd e Pantera gosta disso??” hahahaha Adoro os pagodes dos anos 90 (nem todos claro). Mas parei naquela década.
    https://www.youtube.com/watch?v=AIsJaLPbNRg

    2- Roupa Nova: acho os caras talentosíssimos! Adoro as letras, os arranjos… Ainda vou num show dos caras. 😀

    https://www.youtube.com/watch?v=2Q7kRwY3x8Q

    3- Backstreet Boys: Ahhhh esses não poderiam faltar! A mão da adolescência chega a tremer! Nossa, quase morri quando fui ao show deles no Maracanã, e ainda consegui um aceno do Howie D. Bons tempos! Mas não deixei de ouvir! Gostei do último disco deles.
    https://www.youtube.com/watch?v=pj6FCKm8dhM

    O conceito de bom ou ruim é relativo. Mas a gente julga a partir dos nossos gostos principais. Quem me vê com a tatoo do Pearl Jam na panturrilha, jamais vai imaginar que pode estar tocando um Guilherme Arantes ali. 😉

    Parabéns mais uma vez!

    Beijos Menino Arnon!

    • Arnon Rodrigo

      Show Patrícia, o importante é curtir o som!

      Aqui em casa fui criado basicamente ouvindo Milionário e José Rico, Fernando Mendes e afins já que morei boa parte do tempo com meus avós, quando voltei a morar com minha mãe aí que ficou ecletico mesmo, porque minha mãe ouve literalmente de tudo, eu já vi ela ouvindo de “Sertanejo bara bêre” até rock progressivo experimental bem b-side, uma verdadeira loucura! hahaha’

      Eu também não sinto vergonha mesmo de admitir o que eu curto ouvir, mas tem umas que quando a pessoa conta, não tem um que acredite e até zoa! kk’

      Raça Negra eu ouvi muito e ainda ouço de vez em quando aquele “Oh meu amor, não fique triste…” hahaha’
      Roupa Nova os cara são muito fera, a harmonização das música equalidade técnica de cada instrumentista, eu ainda quero muito ver um show deles, deve ser muito bom ao vivo!
      BackStreet Boys eu conheço uma ou outra, mas eu sou #TeamNSync sorry! HAHAHAHA’

      Patrícia, Muito obrigado pela leitura e pelo comentário! 🙂

  • Dani Almeida

    Veeeeeeiiii, me reconheci nessas vergonha alheia aí (menos a de Pablo porque pelo amor, né? É o que mais toca nessas terras alagoanas). É engraçado que, olhando os comentários, percebi que tem um monte de coisa que escuto e tinha vergonha de admitir, mas o tempo vai passando e a vergonha na cara vai sumindo, então lá vai: Fresno, Nx Zero (sim, eu era meio emo), Britney Spears (com direito a saber algumas coreografias kkk) e os clássicos de É o tchan.
    Acabei de tirar um peso das costas kkkk