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NossaMúsica #5 – The Best of 2015

NossaMúsica #5 – The Best of 2015

O ano está se encerrando, e nada mais justo que no último texto de 2015 fazer uma retrospectiva do que rolou de importante no mundo da música.

Como sempre repleto de surpresas, decepções, novidades, e tudo que um ano pode reservar. Ao longo do texto todos os álbuns que eu citar deixarei “linkado” no nome do álbum uma faixa pra você ouvir também e conhecer. Caso eu esqueça algum bom álbum lançado em 2015 é só comentar.

Antes de começar a jornada, confesso que em 2013 e principalmente em 2014 não dediquei o tempo que gostaria para ouvir coisas novas. Vestibulares, indefinição sobre voltar ou não para Alagoas, até mesmo perder tempo com coisas inúteis (como sempre) foram alguns fatores para quase nenhuma descoberta musicalmente falando durante esses anos, praticamente só ouvindo o que estava no mainstream ou o que eu já conhecia.

Entretanto, em 2015, após colocar todas as coisas no seu devido lugar (ou ao menos tentar), e com a ideia da coluna musical se tornando aos poucos uma possibilidade real para que eu tivesse esse espaço de escrever minhas groselhas (como essa), eu voltei a pesquisar pesado sobre música, quebrei alguns preconceitos meus para poder escrever mais tranquilo tanto sobre o que gosto quanto o que não gosto, e cheguei à conclusão que: 2015 foi um ótimo ano para a música.

Sério, tiveram muito mais coisas positivas que negativas em 2015.

Bandas das antigas lançando bons trabalhos, coisas novas surgindo, bandas com trabalhos anteriores contestados lançando álbum novo bem recepcionado pela critica, e até dentro da música pop houveram coisas boas que merecem destaque. E esse ano particularmente eu ouvi muita coisa pop, o que foi muito bom para mim, porque meu “modus operandi” quando se falava sobre música pop era simplesmente dizer que não prestava sem ao menos ouvir uma faixa que seja, e sem esse preconceito eu pude ver quanta coisa legal e bem produzida é feita nessa área. Mesmo a música pop consistir basicamente em algo simples e de fácil assimilação, tiveram vários álbuns lançados em 2015 muito bons, como por exemplo, o “Uptown Special” do Mark Ronson, o “Мiley Cyrus And Her Dead Petz” da Miley Cyrus (até eu que não curto coisa muito psicodélica achei legal esse álbum dela), o “Dellirium” da Ellie Goulding, o “Beauty Behind The Madness” do The Weeknd, o “Peace Is The Mission” do Major Lazer, o “What’s Inside: Songs From Waitress” da Sara Bareilles, o “Paper Gods” do Duran Duran e por último, o melhor álbum pop de 2015 na minha opinião, o “25” da Adele. O álbum é uma verdadeira pancada, a música “Hello” é viciante demais, algo visceral, sem contar que ela é uma baita cantora, diga-se de passagem,(Crack Neto Feelings).

Passando o momento Pop (miga sua loka destruidora da pista) outro ponto interessante para se comentar sobre esse ano que está chegando ao fim é que várias bandas de relativo sucesso no passado lançaram trabalhos novos, como por exemplo: Muse, Blur, Bon Jovi, Foo Fighters Black Alien, Coldplay, Dead Fish, NX Zero, Duran Duran, Faith no More, Iron Maiden (Eu não sei se o Renato e o Armando estão lendo até aqui, mas se eles estiverem lendo: era uma vez NossaMúsica), Marilyn Manson, Mötorhead, Blind Guardian, The Libertines, Fall Out Boy e vários outros (até porque esses são apenas os que eu me lembrei enquanto escrevia, tem muito mais que isso com certeza), e eu particularmente acho isso muito bom, mostra que mesmo com alguns sucessos no passado (alguns dele nem tão distante assim) estão se movimentando e criando novos conteúdos. E mesmo alguns deles não suprindo as expectativas, acontece, nesse caso eu sou um. Prefiro ver os artistas se arriscando lançar algo novo do que viver de sucessos antigos ano após ano.

Além de vários artistas que já tiveram relativo sucesso no passado lançarem novos trabalhos, 2015 foi um ano repleto de novidades para mim. Várias bandas que eu nunca tinha ouvido falar (Alguns dos casos por pura desinformação da minha parte, outros eu até tinha ouvido falar mas não tinha ouvido por preconceito babaca meu, que felizmente não existe mais) lançaram trabalhos esse ano, e graças a isso pude conhecer melhor o som que algumas bandas fazem, como por exemplo, City and Colour com o álbum “If I Should Go Before You”, Grimes e o álbum “Art Angels”, Tame Impala com o álbum “Currents”, Jack Ü e o álbum “Skrillex And Diplo Present Jack Ü”, The Neighbourhood e o álbum “Wiped Out!”, Kurt Vile e o álbum “B’lieve I’m Goin Down…”, Twenty One Pilots e o álbum “Blurryface”, Mewithoutyou e o álbum “Pale Horses”, The Prodigy e o álbum “The Day Is My Enemy”, Sufjan Stevens e o álbum “Carrie & Lowell”, Superheaven e o álbum “Ours Is Chrome”, Mac Demarco e o álbum “Another One”, Metric e o álbum “Pagans in Vegas”, The Sword e o álbum “High Country”, The Vaccines e o álbum “English Graffiti”, The Weepies e o álbum “Sirens“, The Wonder Years e o álbum “No Closer To Heaven“, Veruca Salt e o álbum “Ghost Notes”, e Wavves com o álbum “V”. Todos esses álbuns que listei agora me fizeram conhecer as respectivas bandas, mas também não posso me esquecer de comentar sobre os álbuns lançados em 2015 por bandas que eu já conhecia e que cumpriram minhas expectativas, como por exemplo, o álbum “Beneath The Skin” do Of Monsters and Men, o “Wilder Mind” do Mumford & Sons, o “Smoke + Mirrors” do Imagine Dragons, o “Meliora” do Ghost, o “Sol Invictus” do Faith No More, o “Zipper Down” do Eagles of Death Metal, e o “To Pimp a Butterfly” do Kendrick Lamar.

Mas nem só de surpresas gratas o ano se forma. Vários álbuns não cumprem as expectativas e acabam se tornando “frustrações” para os fãs da música, é normal, e infelizmente alguns trabalhos lançados em 2015 não me agradaram, alguns deles até muito bem recebidos pela critica mas que simplesmente não me agradaram. Isso não faz deles horríveis, simplesmente não caíram no meu gosto, mas que com certeza tem quem curta (e se você curtiu algum desses que irei citar a seguir não se sinta ofendido, é apenas minha opinião, o importante é cada um curtir seu som!). Os exemplos do que não curti em 2015 são os álbuns: “A Head Full Of Dreams” do Coldplay, o “FFS” álbum lançado a partir da parceria feita entre a Franz Ferdinand e o Sparks, o álbum “The Pale Emperor” do Marilyn Manson, “The Magic Whip” do Blur, “Burning Bridges” do Bon Jovi e o “The Book of Souls” do Iron Maiden. Esses são apenas alguns exemplos, e alguns dele me dói muito dizer que não curti, porque algumas dessas bandas eu gosto muito como por exemplo Franz Ferdinand, Bon Jovi e Coldplay, mas ficaram tão aquém do que eu esperava, que no fim das contas eu não consegui curtir esses álbuns, principalmente o do Bon Jovi. Marilyn Manson e Blur eu gosto de algumas coisas só então não foram frustrantes os álbuns, eu simplesmente não gostei do material proposto, e Iron Maiden eu não curto, mas o álbum foi muito bem recepcionado pela mídia especializada, mas sei lá, esse creio que o problema realmente seja eu.

No fim das contas as reais decepções são por aqueles que partem antes do ano terminar, é normal, a morte chega para todo mundo, mas quando são artistas que gostamos fica mais difícil aceitar. Entre os mais famosos que partiram em 2015 podemos citar: o lendário guitarrista B.B King, o ex-vocalista do Stone Temple Pilots, Scott Weiland e Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e membro fundador da banda Mötorhead (além de lenda do rock). Lemmy, aliás, que morreu dia 28 de dezembro (mais conhecido como ontem). A morte é inevitável, chega para todo mundo, mas para esses artistas que não voltarão para o bis em 2016 fica aqui a minha singela homenagem.

E para quem chegou até aqui nessa retrospectiva (aliás, espero que alguém tenha chegado até aqui), tenho quase certeza que o seu pensamento é mais ou menos assim:

“Nossa Arnon, como você é paga pau de gringo… Cadê os álbuns nacionais na sua retrospectiva?”.

Calma, foi proposital, eu deixei os álbuns nacionais para o final até porque eu não poderia deixar de comentar o quão empolgado eu estou com essa safra de novas bandas que está criando de certa forma essa nova “cena”, que apesar de não ser tão nova, apenas nesse ano que eu pude conhecer.

E sim! 2015 foi um ano muito bom para a música nacional também, muita coisa boa foi lançada, tanto no rock (que é o que eu mais ouço), quanto em outros estilos. E eu realmente espero que em 2016 continue essa crescente e que trabalhos tão legais como os lançados esse ano sejam lançados ano que vem também. Eu ouço mais música gringa que nacional? Sim, não vou negar, mas também sei valorizar os álbuns nacionais que são bons. Música boa é universal, e alguns álbuns são maravilhosos, como por exemplo, os álbuns: “Selva Mundo” da Vivendo do Ócio, “III” da Maglore, “Homem Bom” da Facção Caipira, “Agreste” da Troco em Bala, “Macumba Afrocimética” da Macaco Bong, “Carbono” do Lenine, “Babylon By Gus Vol. II – O Princípio Era o Verbo” do Black Alien, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa” do Emicida, “Saca La Muerte de Tu Vida” do Esteban, “Vitória” do Dead Fish, “Continuidade dos Parques” da Dônica, “Maravilhas da Vida Moderna” da Dingo Bells, “Leve” do Jéf, e o “Norte” da NX Zero, e eu deixei o NX Zero por último de propósito pois eu preciso confessar. Eu quando ouvi esse álbum estava pronto pra fazer piada, ouvi apenas para “escrotizar”, sério mesmo, mas o trabalho final entregue realmente foi muito bom, foi quase que um “renascimento” da banda, me agradou muito e espero que a banda continue por esse caminho.

Viu aí como 2015 foi um ano positivo para a música?

Como sempre, não pode faltar o meu “Top 5”, e hoje ele é feito com os meus álbuns favoritos lançados em 2015, e o detalhe é que todos os cinco não estão citados ao longo desse enorme texto. Quais serão?

Aproveita que eu vou listar os meus preferidos e comenta aí quais são os seus preferidos entre os lançados em 2015.

5º How Big How Blue How Beautiful – Florence + The Machine

Lançado em maio, esse é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica. Eu particularmente achei bem legal esse álbum, mas sou suspeito para falar, acho muito legal a vibe do som deles. E não vou mentir, estou tentado a arrumar o dinheiro que eu não tenho para assistir a banda no Lollapalooza do ano que vem.

4º Sound and Color – Alabama Shakes

O Alabama Shakes é um caso a parte, porque antes desse álbum a banda era aquela estilo “não fede, nem cheira”, se estivesse tocando bem, se não estivesse também. Mas esse segundo álbum de estúdio da banda, lançado em abril é espetacular, além da parte instrumental da banda ser muito boa, a voz da Brittany Howard é maravilhosa. Outra banda que está me fazendo pensar seriamente em ir no Lollapallooza 2016.

3º Yours, Dreamily – The Arcs

Quando eu ouvi falar que o Dan Auerbach (Vocalista e guitarrista da The Black Keys) estava com um projeto paralelo chamado “The Arcs” e já tinha até lançado disco eu fiquei empolgado e louco pra ouvir. Considerando o ótimo trabalho que ele já faz no The Black Keys a empolgação era óbvia. O álbum de estreia da banda logo de cara já figurou em algumas paradas de sucesso, além de ser muito bem recepcionado pela critica. Eu acho simplesmente sensacional.

2º Éter – Scalene

Fantástico. Essa é a palavra que define esse álbum. É um galão de oxigênio pro rock nacional que volta ao “mainstream” com algo realmente bem feito depois de um bom tempo. Os Brasilienses que ficaram em segundo lugar na segunda temporada do reality show Superstar já está em seu terceiro álbum de estúdio. Três álbuns fantásticos, que já me fazem aguardar ansioso pelo próximo.

1º Drones – Muse

Esse álbum foi uma das coisas que mais me deixou feliz em 2015 musicalmente falando. Após dois álbuns bem fracos do Muse (Na minha visão, claro), a banda britânica voltou a fazer um som mais “rock n’ roll”, algo mais pesado. Logo quando foi lançado o clipe de “Psycho” como single antes mesmo do lançamento do álbum , em março, eu já fiquei empolgado com o que estava por vir, e assim que lançado em junho corri para ouvir e não deixou a desejar em nada para mim, 10/10.

Além dos seus álbuns favoritos de 2015 eu quero saber: quais são suas apostas para 2016?

Deixa sua opinião aí nos comentários, sua opinião aqui é muito importante!

Deixa também sua sugestão de tema!

E antes de finalizar o texto, gostaria de agradecer a todos que me apoiaram antes mesmo da coluna existir e que continuam me apoiando. Também agradeço Por todos os comentários que vocês tem feito nos textos, é isso que me motiva cada vez mais a continuar produzindo esse conteúdo. Espero que 2016 seja um grande ano para todos nós, e espero que continuem me acompanhando nessa caminhada. Amo todos vocês <3

Muito obrigado pela leitura e até a semana que vem!

Feliz 2016!

Sobre Arnon Rodrigo

Estudante do curso de ciência da computação pela UFAL, músico de qualidade duvidosa, apreciador dos esportes americanos, sommelier de vodka barata, quase jogador de futebol, e um completo idiota!